Reunião da Secretaria Executiva Estadual

A crise do capital mundial não dá mostra de superação. Mesmo com toda a propaganda do imperialismo, que nega a profundidade da crise e agita uma suposta recuperação da economia mundial, segue crescendo o desemprego, a fome, a miséria e as guerras. Os grandes oligopólios e multinacionais insistem em colocar nas costas da classe trabalhadora todo o ônus da crise. Isso faz com que sigam as lutas em todos os países. É a classe trabalhadora resistindo aos planos de austeridade e ajuste fiscal.

A greve de caminhoneiros que se estendeu por mais de 10 dias interrompeu a circulação da produção. Alterou a conjuntura. Só não derrubou e colocou para fora Michel Temer por causa do papel do PT e das direções sociais. A cúpula das centrais fez de tudo para evitar a paralisação da produção como forma de defender o governo Temer e a aplicação do ajuste fiscal em nosso país.

Ainda assim seguem as lutas, manifestações, paralisações e greves. O brutal desemprego não só aumenta a violência, mas também aprofunda o arrocho salarial. Todo o país vai caminhando, em passos largos, para se transformar em um barril prestes a explodir.

No Rio, neste momento, além da luta dos petroleiros, da campanha salarial dos comerciários de Nova Iguaçu, há mobilizações em metroviários e rodoviários. Também os servidores de vários municípios seguem mobilizados, assim como os servidores federais. Mais do que em qualquer outro momento há uma necessidade de unificação dessas lutas com as que reivindicam mais empregos, moradia, saúde e educação. Mais do que nunca é necessário a organização de uma greve geral.

As greves que varreram o país nesse último período, tendo como ponta de lança os caminhoneiros e petroleiros, com conquistas importantes como a redução do preço do diesel e o pedido de demissão do presidente da Petrobras Pedro Parente, mostram que a luta é o caminho.

Diante dessa conjuntura de enfrentamento cada vez mais intenso entre as classes sociais que determinam os rumos da produção e distribuição das riquezas devemos buscar reunir a Secretaria Executiva Estadual da CSP-Conlutas (SEE). Devemos construir alternativas que busquem iniciativas de unificação das lutas para o fortalecimento da resistência de nossa classe contra os ataques dos imperialismos e seus governos.

Por tudo isso convocamos a reunião da SEE para a próxima terça feira, 12 de junho, a partir das 18 horas, na sede da central (R. Álvaro Alvim, 37, 4º andar, Centro, Rio, RJ).

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