Profissionais de saúde pintam às ruas do Rio de vermelho no dia dos médicos

Diante dos constantes atrasos nos salários, do fechamento de unidades, da falta de medicamentos e ameaça de demissão profissionais de saúde ocupam a frente do prédio da Administração do Município do Rio de Janeiro.

Tudo porque o Prefeito Marcelo Crivella resolveu cortar as verbas da saúde municipal. Crivella, assim como os demais prefeitos, pretende reduzir investimentos e gastos nas áreas sociais para pagar a dívida que só beneficia banqueiros e empresários.

Os médicos e demais trabalhadores da saúde são terceirizados. Trabalham para as chamadas Organizações Sociais. Estas OSs mamam nas tetas da prefeitura. Com a redução das verbas e atraso do repasse a SPDM, Viva Rio, IABAS, GNOSIS e FIOTEC resolveram não pagar em dia os salários destes trabalhadores. Também ameaçam a demissão de agentes comunitários de saúde por motivo do fechamento das unidades de Clínica da Família. A ameaça de demissão também paira sobre a cabeça dos profissionais de saúde bucal.

Também há ameaça de demissão para os profissionais de saúde mental. A prefeitura pretende fechar, até o final deste mês, três unidades que oferecem esse tipo de serviço.

Os trabalhadores não aceitam estas medidas. Se organizaram e realizaram uma paralisação de meio expediente. Caso o prefeito insista em manter a redução das verbas provocando novos fechamentos de unidades, atrasos no pagamento dos salários e demissões haverá greve.

A responsabilidade deste caos na saúde municipal recai inteiramente sobre Crivella e sua política de austeridade contra os mais pobres. Se o prefeito quiser pode sobretaxar os grandes tubarões que exploram a oferta de serviço privado de saúde. Pode suspender o pagamento da dívida. Pode desapropriar as OSs que estão atrasando o pagamento dos salários e demitindo. O que não pode é deixar milhões de cariocas sem assistência básica de saúde, pois isso é um direito dos trabalhadores e do povo.

As bandeiras da CSP-Conlutas se juntaram a manifestação e marcharam com esses trabalhadores por toda a Av. Presidente Vargas. O ato final, após a passeata, ocorreu na Praça da Candelária. Com isso a Secretaria Executiva Estadual da CSP-Conlutas se solidarizou com os trabalhadores atacados pela prefeitura. Nosso apoio é incondicional e exigimos da prefeitura o aumento das verbas para a saúde; a contratação pela prefeitura de todos os trabalhadores demitidos pelas OSs; o fim da terceirização com o fim contratação das Organizações Sociais e; a reabertura e ampliação das unidades para atendimento básico de saúde, principalmente, nos bairros mais pobres da cidade.

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