O 1º de abril foi uma vitória para o conjunto da classe trabalhadora

01abr2016manifestaRioO primeiro de abril de 2016 entra para história como um dia nacional de luta sem a participação dos governos ou dos patrões. Desde suas primeiras horas foram manifestações em doze cidades do país. Estas manifestações reuniram lutadores das greves e paralisações contra o ajuste fiscal de Dilma, dos governadores e prefeitos. Serviram de ensaio da unidade necessária à construção da greve geral.

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Clique aqui e veja as manifestações pelo país contra as mentiras do governo e da oposição de direita

Logo no início da tarde, na Cidade do Rio de Janeiro, uma manifestação de desempregados revoltados com tantas mentiras ocuparam o Museu do Amanhã. Um prédio localizado na região portuária, na Praça Mauá, no Centro do Rio. Deram desta forma o recado que não suportam mais o jogo de empurra dos patrões, dos governos e da oposição de direita ao governo Dilma.
Exigem a estatização das empreiteiras envolvidas em corrupção, sem indenização. Tal medida de governo criaria as condições para um plano de obras públicas para saneamento, dragagem de rios, lagoas e a construção de casas para o povo. Isto, certamente, reduziria o desemprego abrindo milhares de postos de trabalho.

A concentração

01abr2016manifestaRio2Ao final da tarde os trabalhadores começaram a se reunir em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, ALERJ, para dar início ao Ato e passeata convocado pelo Espaço de Unidade de Ação e a Central Sindical e Popular Conlutas, a CSP-Conlutas. Os operários demitidos das empresas terceirizadas da Petrobrás (COMPERJ, EDISE e REDUC), os servidores do estado da educação (rede estadual de escolas públicas, universidades estaduais e da Fundação de Apoio às Escolas Técnicas, a FAETEC), os servidores da saúde, da justiça, estudantes das escolas públicas estaduais, os trabalhadores da UFF que lutam contra a EBSERH, os garis, além dos companheiros das ocupações urbanas que lutam cotidianamente pelo direito à moradia chegaram de vários pontos da cidade e do estado. Não houve financiamento ou ajuda financeira, nem lanchinho pago pelo governo, por entidades governistas e nem pelos patrões.

Construindo uma nova alternativa

A manifestação que ocupou a entrada da ALERJ e as ruas do Centro da Cidade tinha independência política e financeira diante dos governos e dos patrões. Também, desde de sua convocação, teve autonomia política diante dos partidos que apoiaram e participaram com sua militância e bandeiras. Aliás, o esforço destes operários, trabalhadores e estudantes foi com objetivo de criar uma manifestação independente dos governos e dos patrões, a chamada oposição de direita. Todo o esforço e sacrifício para montar e participar de um ato com esta independência serviu para mostrar que não são apenas duas alternativas para uma saída da crise econômica e política que massacra os trabalhadores. Os piquetes, as reuniões, as panfletagens mostraram que é possível construir uma alternativa da classe trabalhadora. Uma alternativa baseada na mobilização, na construção e fortalecimento das entidades criadas pelos trabalhadores. Uma saída que derrote os planos do governo Dilma, de Pezão/Dornelles, de Temer, de Cunha e de Aécio.

Trabalhadores não aguentam mais tanto ataque

01abr2016manifestaRio3A classe operária, os trabalhadores, o povo pobre, a juventude negra das periferias, as mulheres trabalhadoras não aguentam mais toda essa situação do país.
Enquanto amargam demissões em massa, desemprego, a alta dos preços dos aluguéis, da luz, do transporte e dos alimentos, retirada de direitos e ataques à educação, à saúde, a falta de saneamento básico, epidemia de dengue, de zica, de chicungunha, de A/H1N1, falta de moradia e de amplo direito à cidade, os banqueiros, os empreiteiros, as grandes empresas e os corruptos ganham rios de dinheiro.
O governo Dilma-PT, junto com o PMDB, o PSDB de Aécio Neves, o Congresso Nacional e também os governadores dos estados, brigam muito para vem quem vai governar, mas se unem para atacar e explorar os trabalhadores e a maioria do povo.

Independência de classe

Ainda não sabemos os números de operários, trabalhadores e estudantes que participaram das manifestações neste primeiro dia de abril nas demais cidades do país, mas no Rio cerca de quinhentos aguerridos lutadores mostraram que é possível tomar em nossas mãos o nosso destino. Nos recusamos a ser massa de manobra do PT, do PMDB, do PSDB ou do DEM.
Não dá para apoiar atos da FIESP ou da FIRJAN que defendem trocar seis por meia dúzia: sair Dilma para governar Temer ou Aécio. Também não tem nenhum sentido participar de manifestações em defesa do “Fica Dilma”, ou em uma suposta defesa da democracia dos ricos. A mesma que chacina negros e pobres. A democracia das botas da PM nas comunidade e periferia.

Unificar todas as lutas

É preciso unificar as lutas e este dia sem dúvidas foi um marco neste sentido. Por todo o país manifestações, paralisações e cortes de estrada nos colocaram mais próximo da construção de uma poderosa greve geral. Única forma de derrotar o desemprego, as privatizações, o desmonte dos serviços públicos, a fome, a violência e a miséria.
A CSP-Conlutas parabeniza os operários, trabalhadores e estudantes pela bonita e alegre atividade que realizamos no Rio de Janeiro. Uma manifestação independente dos patrões, dos governos e que fortalece, não a democracia dos ricos, mas sim a democracia operária e a jornada rumo à greve geral.
Precisamos agora preparar as atividades do Dia do Trabalhador. Pretendemos construir atividades classistas e internacionalistas com total independência financeira e política diante dos patrões e seus governos. O 1º de maio deve ser mais um passo rumo à greve geral.

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