Em vez de pagar salários Pezão manda espancar servidores

No início da tarde deste dia 08 de agosto milhares de servidores realizaram um ato em frente ao Palácio Guanabara. Milhares eram das escolas estaduais que realizaram, um pouco antes, uma assembleia. Todos se reuniram nas duas pistas da Rua Pinheiro Machado para reivindicar do Governo Pezão o pagamento dos salários atrasados e um calendário dos próximos pagamentos.

Foto de Marcelo Theobald | Agência O Globo

Os governos do PMDB arrastaram o Rio para uma crise monumental. Ainda em 2007 já havia indícios do início da crise econômica que balançou e jogou na recessão todos os países. Contudo a política destes governos em nosso Estado seguiu tendo como prioridade o repasse de verbas e benefícios para as grandes empresas, as multinacionais e as empreiteiras. Toda a isenção e anistia fiscal concedida aos proprietários e acionistas de empresas e bancos, somada a queda na arrecadação por motivo da recessão mundial são os principais fatores da redução de recursos no tesouro do estado.

A partir daí Pezão, Dornelles e Picciani fizeram uma opção. Aproveitar a crise para a promoção de redução de direitos dos servidores, aumento do desconto da previdência e a manutenção do pagamento das dívidas do Estado. Estes pagamentos vão direto para o bolso dos especuladores, empresários e banqueiros.

Com a presença dos servidores à porta do Palácio Pezão resolveu se esconder. Tentou ignorar que milhares de trabalhadores sem salários exigem uma resposta imediata do governo. Em vez de apresentar uma proposta para uma saída e a regularização dos pagamentos dos salários dos servidores Pezão preferiu utilizar o abuso de poder e violência contra os trabalhadores do serviço público estadual.

Esta atitude intransigente e autoritária de Pezão reforça a necessidade de uma greve geral de todos os serviços no Estado. Uma greve geral que não fique restrita apenas aos serviços públicos, mas que pare efetivamente a produção e circulação de mercadorias em todo o Estado do Rio de Janeiro. É necessária a construção de uma unidade de todos os trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada para barrar estes ataques que avançam na deterioração das relações trabalhistas no país.

Para manter e ampliar direitos os trabalhadores devem se unir em uma poderosa greve geral que arranque o pagamento de todos os salários atrasados de quem está na ativa e aposentado. Esta luta pode obrigar o estado a suspender o pagamento dos juros e serviços da dívida, conquistar um calendário de pagamentos e colocar para fora Pezão, Dornelles e Picciani.

Nesta quinta-feira, dia 10 de agosto, haverá uma Plenária convocada pela centrais sindicais, no auditório do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. Uma oportunidade para que o conjunto dos trabalhadores construam a unidade necessária para elaborar um calendário organizativo de preparação da necessária greve geral no Estado do Rio de Janeiro. Esta iniciativa, se concretizada no Rio, fortalecerá a luta contra a aprovação da Reforma da Previdência, a revogação da reforma trabalhista e da lei que congela por 20 anos os investimentos em saúde e educação.

  • Fora Pezão! Fora Picciani!

  • Fora Temer!

  • Fora todos os deputados corruptos!

  • Pelo não pagamento das dívidas!

  • Pelo confisco e prisão dos bens dos corruptos e corruptores!

  • Pelo imediato pagamento de todos os salários! Auditoria e abertura das contas do Estado do Rio de Janeiro, sob controle das entidades dos trabalhadores!

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