Dornelles retoma prática escravocrata e espanca educadores

Nota da maioria da Secretaria Executiva Estadual da CSP-Conlutas RJ sobre a violência sofrida por manifestantes nas ruas do Centro do Rio, no dia 29 de junho

Ficar sem salários e ainda ser espancado só sendo escravo

Professores, funcionários das escolas públicas do ensino médio e técnico estão em greve. Esta greve começou porque o governo Pezão/Dornelles não cumpre a lei que garante reajuste anual dos salários. Não cumpre a lei que exige o pagamento em dia dos salários dos servidores. Pezão e Dornelles estão acima das leis, não concedem reajuste anual, não pagam em dia e parcelam os vencimentos aprofundando o processo de privatização da educação, da saúde e do saneamento.

Neste dia 29 de junho, servidores realizavam mais uma manifestação contra o desmonte dos serviços públicos, a precariedade do funcionamento das unidades escolares, o sucateamento do ensino superior e a covardia cometida pelo governo contra servidores ativos e aposentados. Diante disso o Sr. Dornelles ordenou que a Polícia Militar usasse de todos os meios violentos para dispersar a manifestação.

29jun2016espanacaeducador

Foto de Pablo Jacob/Agência O GLOBO

A rua transformou-se em palco para mais um espetáculo de covardia: homens armados e treinados militarmente partiram para agredir professoras, funcionárias, adolescentes alunas das redes escolares em nome da retomada de uma pretensa ordem pública. Mas na Av. Presidente Antônio Carlos, local no centro do Rio onde ocorria a pacífica manifestação, não havia desordem. Os manifestantes exerciam seu legítimo direito respeitando a legislação vigente. Não havia distúrbio da ordem ou qualquer outro crime sendo cometido que justificasse qualquer intervenção do poder de terror do estado. Muito pelo contrário. Ao ordenar a violência policial contra manifestantes Dornelles desrespeita toda a legislação que diz defender. Pretende que servidores sofrendo com a falta de salários, pagando juros e mora por contas atrasadas aguardem, trabalhando de graça, pacientemente, o momento em que o governo resolva cumprir suas obrigações.

A violência gratuita e descabida do aparato militar estatal feriu dezenas de profissionais e estudantes. Destes pelo menos quatro precisaram de atendimento especializado no Hospital Souza Guiar. Os demais voltaram às suas casas com as marcas no corpo produzidas por mais uma injustiça e arbitrariedade cometida pelo Sr. Francisco Dornelles.

A CSP-Conlutas se solidariza com todos os trabalhadores do serviço público estadual atingidos pela nefasta política do governo do estado. Não admitimos nenhum tipo de violência contra os oprimidos e explorados professores, funcionários, alunos e usuários dos serviços públicos estaduais. Conclamamos o conjunto dos operários, dos trabalhadores, dos estudantes e do povo a organizar uma greve geral. Esta é a única forma de enfrentar as táticas do governo que pretende impor um regime de semiescravidão no Estado do Rio de Janeiro. Devemos responder aos ataques de injustiça e arbitrariedade com unidade, mobilização, pois assim podemos derrotar os planos de Pezão/Dornelles.

Uma greve geral no Rio fortalece a proposta de uma greve geral contra o desemprego, os ataques e privatização da saúde, da educação e da aposentadoria. Podemos garantir e ampliar nossos direitos e pôr um fim na corrupção do congresso e dos políticos. A unidade da classe trabalhadora da cidade, do campo, com estudantes pode derrotar os planos de Michel Temer, dos patrões e do FMI.

Anúncios