Direção Estadual se reúne e deve votar programa e plano de ação

Em evidente propaganda eleitoral os jornais e telejornais das grandes empresas emissoras anunciam que os números de ações trabalhistas se reduziram nesse início de 2018, comparado ao mesmo período de 2017. Tal redução, segundo esses meios de comunicação, se deve ao fato da nova legislação trabalhista imposta ao país a partir de novembro (a Reforma Trabalhista) estar em vigor. Milhões seguem desempregados e agora há um terror contra todas e todos que querem fazer reclamações na justiça do trabalho. Além disso, o número de postos de trabalho reduziu-se ainda mais nesse mesmo período. Os que ainda mantém seu emprego ou conseguiram trabalho recebem salários que mal dá para sobreviver.

Não há postos de saúde em condições de cuidar dos doentes ou prevenir o alastramento de pandemias e epidemias. Os hospitais estão superlotados e sucateados. Não há creches para a maioria que precisa trabalhar. Escolas e universidades públicas foram abandonadas e padecem com uma falta crônica de tudo. O arrocho salarial se torna insuportável para os aposentados e todos que conseguiram conquistar esse ameaçado direito. Essa é a dura realidade de milhões de trabalhadoras, de trabalhadores, em sua maioria negros, no Estado do Rio de Janeiro.

Para tal situação a resposta de Michel Temer, de Pezão e dos prefeitos é aumentar a repressão sobre a maioria da população para conter eventuais rebeliões sociais. A política de segurança pública se transforma em guerra contra os pobres privilegiando a repressão e extermínio das jovens mulheres e homens negros.

Para estes governantes a intervenção militar nos bairros pobres e na periferia é a solução para todos os problemas sociais criados pelos patrões na ganância de multiplicar seus lucros.

Está na hora de dar um basta e organizar as trabalhadoras e trabalhadores contra essas políticas e o consequente genocídio da nova geração de negros pobres do Estado do Rio de Janeiro. A execução da Vereadora Marielle Franco e o covarde assassinato do Anderson Gomes devem servir para impulsionar nossa organização e moblização não só para exigir a identificação e punição dos responsáveis, mas também para a construção de uma resposta de nossa classe a tudo que está aí a partir de nossa atuação direta nas ruas.

A Secretaria Executiva Estadual da CSP-Conlutas convoca todas as entidades e movimentos a eleger seus representantes para instalar nesse sábado, dia 14 de abril de 2018, a partir das 09 horas, no auditório do SINDSPREV-RJ, uma reunião ordinária da direção estadual dessa central. A SEE propõe que essa Coordenação Estadual de Entidades tenha como principal tarefa a construção de um programa que oriente a atuação da central frente aos graves ataques que sofremos. Devemos participar de todas as atividades que ocorrerão nesse dia, marcado por completar-se um mês da execução da vereadora e de seu motorista. Ao mesmo tempo queremos que esse dia entre para a história de nossa central como aquele em que produzimos uma alternativa dos trabalhadores para a solução da profunda crise do Estado do Rio de Janeiro.

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