Diante dos brutais ataques aos direitos trabalhadores elaboram calendário de lutas

23jul2016calendarioUAOs patrões com seus governos e sua justiça têm utilizado a crise de superprodução do capital para tentar reduzir os direitos dos trabalhadores. Tentam impor um retrocesso que iguale as atuais relações trabalhistas as praticadas no período anterior à revolução industrial.
Não basta o enorme aumento do desemprego. Não basta o atraso crônico do pagamento dos minguados salários. As multinacionais, os bancos e os empresários pretendem acabar com qualquer segurança jurídica que contenha ou mantenha um determinado limite para a exploração da mão de obra.
Ao mesmo tempo em que Michel Temer, Luiz Fernando Pezão e Francisco Dornelles atacam os servidores, os direitos de férias, 13º, repouso remunerado, a estabilidade, etc. com o desmonte da CLT pretendem criar uma legislação que interfira na formação da juventude. Vereadores, deputados e Senadores apresentam e votam projetos nas casas legislativa que censuram os conteúdos ministrados nas salas de aulas das escolas públicas. Tudo para obter uma classe trabalhadora mais dócil. Em paralelo elaboram e constroem leis que consolidam a terceirização e outras formas de contornar os direitos assegurados na legislação trabalhista.
Por outro lado, a calamidade olímpica retira mais direitos. São hospitais que não funcionam por falta de médicos, pessoal e estrutura. São unidades de atendimento médico que não tem remédios nem para um simples curativo. As unidades da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ, não têm a menor condição atendimento aos alunos. Não tem como manter as pesquisas e o hospital universitário. Sem falar nas escolas que tiveram reduzidos o número de unidades escolares, o número de aulas, o currículo e sequer oferecem merenda aos alunos.
Ninguém aguenta mais tanta opressão e exploração. Os trabalhadores fluminenses e cariocas estão organizando manifestações, paralisações e greves para derrotar os planos de Temer, de Pezão, de Dornelles, do congresso corrupto e dos patrões. Por isso a CSP-Conlutas está convocando as categorias do movimento sindical, as entidades dos movimentos sociais e dos movimentos de luta contra as opressões para unificar as lutas no segundo semestre rumo à greve geral.
Importantes categorias como: bancários, petroleiros, trabalhadores dos Correios, dentre outras, tem suas campanhas salariais neste segundo semestre.
A Secretaria Executiva Nacional (SEN) deliberou em sua última reunião fortalecer essas campanhas e buscar a unificação dessas lutas.
Neste sentido, foi aprovado fazer um chamado para que seja feita uma reunião entre os representantes dessas categorias antes da próxima SEN.
Agora é preciso que as demais centrais se somem ao esforço de construção da greve geral. Temer segue atacando nossas conquistas e direitos como fez Dilma Rousseff e é necessário organizar uma alternativa dos trabalhadores que ponha para fora Temer, Pezão e Dornelles. Uma mobilização que afirme que Dilma nunca mais. Uma greve geral que imponha eleições gerais com novas regras que acabe com a corrupção, a compra e venda de votos.
Com a unidade de todas as centrais e de todos os trabalhadores é possível construir uma nova sociedade igualitária que não tenha mais a opressão e a exploração capitalista. A partir da greve geral é possível pavimentar um caminho seguro rumo a uma sociedade socialista.

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