Dia 19 de fevereiro é Dia Nacional de Lutas

Ainda no final de 2017, quando Michel Temer (MDB), o atual presidente, e Rodrigo Maia (DEN), Presidente da Câmara Federal, apontavam uma operação de compra de votos para colocar em votação e aprovar a Reforma da Previdência, no dia 19 de fevereiro de 2018, as centrais lançaram a palavra de ordem para ação: “Se colocar para votar o Brasil vai parar”.

Nessa quarta-feira, 31 de janeiro de 2018, as principais centrais se reuniram e aprovaram a realização de uma Jornada Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência.

Em nota divulgada após a reunião, as centrais repudiam a campanha enganosa do governo Temer para aprovar a Reforma e orientam suas bases a entrarem em estado de alerta e mobilização nacional desde já, com a realização de assembleias, plenárias regionais e estaduais, panfletagens, blitz nos aeroportos, pressão nas bases dos parlamentares e reforçar a pressão no Congresso Nacional. Foi definido que o dia 19 de fevereiro será um Dia Nacional de Luta.

A CSP-Conlutas não foi convidada para a reunião desta quarta-feira, repetindo um boicote por parte destas centrais à nossa participação, o que, infelizmente, já ocorreu outras vezes.

Entretanto, consideramos importante a decisão tomada de definir uma jornada de lutas contra a reforma, o que corretamente reafirma o que já havia sido aprovado na reunião realizada em dezembro com todas as centrais e que construiu a palavra de ordem para ação.

2017, um ano de muitas lutas, ano em completou um século da construção da primeira greve geral e da revolução russa, nos deixou uma lição. Não podemos confiar na cúpula que dirige as principais centrais. Para não se repetir os fatos de 30 de junho e 05 de dezembro devemos construir esse dia pela base. Nesse sentido o carnaval também nos ajuda.

É necessário formar colunas de trabalhadores nos diversos blocos que ocorrerão nos bairros da capital e cidades da baixada e do interior. Essa semana é fundamental para essa organização. É necessário realizar assembleias nas categorias, no movimento popular, organizar comitês de luta contra as reformas nos bairros e periferias, e impor, no dia 19 de fevereiro, um grande dia de luta. Podemos fazer como em março do ano passado, em que um dia de lutas convocado pelas centrais acabou se transformando, pela pressão de baixo, em um dia que alavanque e intensifique as mobilizações para derrotar de uma vez essa reforma. Esse é o caminho para a construção da necessária greve geral que coloque para fora Temer, Pezão, Crivella e os corruptos do congresso nacional.

Centrais sindicais reafirmam dia nacional de paralisações em 19/2 contra Reforma da Previdência

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