Descansar, confraternizar agora e retomar a luta ainda mais forte em 2018.


Neste ano que termina lutamos muito para barrar os ataques dos imperialismos e seus governos. As lutas contra o ajuste fiscal, a defesa dos direitos trabalhistas, as lutas por mais saúde, mais educação, por emprego, por melhores salários e aposentadoria atravessaram as festas do final de 2016 e seguiram fortes no início desse 2017.

Para salvar os lucros das multinacionais, dos banqueiros e grande empresários o Governo de Michel Temer fez de tudo para acabar com os poucos direitos e pôr fim a aposentadoria. Só não conseguiu seus objetivos graças a força e disposição de luta da classe trabalhadora.

Também os governadores e prefeitos se utilizaram da crise do capitalismo para aprofundar os planos de ajuste fiscal. Os trabalhadores do serviço público estadual e municipal, em todo o país, sofrem com insistentes atrasos e parcelamentos dos salários.

Michel Temer, os governadores e prefeitos retiram dinheiro dos servidores para entrega-los às multinacionais, banqueiros e empresários.

A cúpula dirigente das centrais nunca acreditaram na mobilização e organização da classe trabalhadora. Mesmo após as demonstrações de disposição de luta na greve geral de 28 de abril ou da garra mostrada nos enfrentamentos de 24 de maio, estas direções vacilaram em preparar uma greve geral que derrote o governo. Estes dirigentes buscaram negociar com o governo e desmontaram a greve de 30 de junho. Porém foram obrigados a convocar novas mobilizações pela pressão nos locais de trabalho. Pelos enfrentamentos promovidos por índios e quilombolas na defesa da terra. Pela luta dos desempregados por empregos e salários.

Mesmo assim fizeram de tudo para preservar o governo e adiaram a greve geral de 05 de dezembro para dar fôlego a Temer e sua quadrilha. A cúpula dirigente das centrais promete que se a Reforma da Previdência entrar na pauta do congresso para ser votada o Brasil vai parar, sacudido por uma grande greve geral. Por outro lado, o Presidente do Congresso Nacional já anunciou a data de 19 de fevereiro do ano que se inicia, para votar a reforma.

Após as festas de final de ano todas e todos devem realizar reuniões, plenárias ou assembleias nos locais de trabalho, de moradia ou de estudo para iniciar a mobilização o mais cedo possível. Não vamos esperar a última hora para organizar a única ferramenta capaz de derrotar a reforma, colocar para fora Temer, todos os corruptos e iniciar a construção de um governo que atenda aos interesses dos trabalhadores e do povo.

Vamos curtir os feriados, as festas, relaxar e recarregar nossa disposição de luta. Em 2018 lutaremos tanto quanto ou mais que nesse ano que finda. Logo no início do novo ano vamos preparar a greve geral. Boas festas!

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