CSP-Conlutas aglutina um setor de servidores estaduais em Ato e lança Manifesto

Neste dia 02 de agosto do ano em que se completa 100 anos da 1ª Greve Geral no país os Deputados Federais, comprados com emendas que equivalem a milhões de reais, votaram contra a decisão de admitir a denúncia da Procuradoria Geral da República, contra Michel Temer, encaminhado à Câmara pelo Supremo Tribunal Federal.

A votação foi um verdadeiro escândalo de escárnio e hipocrisia contra os operários, os trabalhadores e o povo brasileiro. A compra de deputados não se encerrou nem mesmo durante a sessão. Segundo relato da Folha de S. Paulo, o Secretário de Governo, Antônio Imbassahy, foi visto com o deputado Beto Mansur (PRB-SP) segurando uma lista de emendas parlamentares. Outros deputados, como o líder Efraim Filho (DEM-PB) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) conversavam sobre os “assuntos da Paraíba” e se abraçavam felizes. Um feirão de negociatas no plenário da Câmara, à frente de todos e sem nenhuma vergonha.

Mas há uma alternativa a tudo isso. No mesmo momento dessa votação ocorria, no Rio de Janeiro, há 1.170 km de distância, um Ato em defesa do serviço público e dos servidores estaduais convocado pela Central Sindical e Popular – CONLUTAS. A iniciativa da central tem como objetivo fortalecer a luta dos servidores contra os planos de Temer e Luiz Fernando Pezão.

Como resultado foi elaborado um manifesto que denuncia a política de ajuste fiscal. Esta política de Pezão e Temer ataca os direitos do povo fluminense para garantir o lucro de um punhado de banqueiros, empresários e multinacionais. Além do Manifesto houve um chamado a unificação dos diversos setores que sofrem com o recorrente atraso de salários. Houve a reafirmação de um calendário de lutas e a formação de uma Comissão para encaminhar as deliberações.

A saída para botar abaixo esse governo, esse Congresso Nacional de corruptos e as suas reformas, é a organização pela base das categorias dos trabalhadores e dos comitês. Este exemplo de iniciativa política da CSP-Conlutas deve ser seguido por todas as centrais. Esta ação pode incentivar a construção de comissões e comitês nos locais de trabalho, moradia e estudo para organizar os debaixo.

É possível unificar por baixo as lutas dos trabalhadores e do povo pobre, enfrentar as direções pelegas, rumo a uma mobilização e uma Greve Geral que ponham abaixo o governo Temer e o Congresso, revogue a reforma trabalhista e enterre de vez a reforma da Previdência exigida pelos banqueiros.

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