16 de agosto: Dia de Luta em defesa do SUS

O dia 16  de agosto foi mais um dia de luta em defesa do SUS e por nenhum serviço de saúde a menos.
Começou com o Ato no Hospital Federal de Bonsucesso, fechando uma pista da avenida Brasil e a noite com uma passeata pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro, mesmo debaixo de forte chuva.

Uma demonstração da resistência dos trabalhadores e usurários contra a política do governo federal e da prefeitura na redução das equipes da saúde da família. O protesto também denunciou que o governo de Michel Temer segue retirando da população a assistência à saúde bucal e acesso aos serviços, pois está previsto demissão dos Agentes Comunitários de saúde, dentistas e fim de diversos exames feitos nas clínicas da família. Mais que nunca é necessária a unidade e a resistência dos trabalhadores junto com a população.

Contra a reformulação da Política Nacional de Atenção Básica, a PNAB!

A CSP-Conlutas e os profissionais de saúde em luta se manifestam contra a revisão da Política Nacional de Atenção Básica – PNAB que pode ser aprovada ainda hoje, durante a 7ª Reunião Extraordinária da Comissão Intergestores Tripartite – CIT, uma instância de articulação e pactuação na esfera federal que atua na direção nacional do SUS, integrada por gestores do SUS das três esferas de governo – União, estados, DF e municípios.
Não bastasse o congelamento dos gastos das áreas sociais imposto por Michel Temer para sobrar dinheiro público para enriquecer banqueiros e empresários. Uma emenda constitucional que fere de morte o SUS ao agravar o subfinanciamento crônico, reduzindo progressivamente seus recursos por 20 anos. Agora os trabalhadores e o povo se defrontam com uma proposta de reformulação da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB).
A revisão das diretrizes para a organização da Atenção Básica proposta pelo Ministério da Saúde revoga a prioridade do modelo assistencial da Estratégia Saúde da Família no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, reduz o número de Agentes Comunitários de Saúde na composição de trabalhadores da saúde na Atenção Básica. Se trata de mais um brutal ataque contra a saúde da maioria da população brasileira e atinge com muita força justamente os mais pobres.

O recado dos trabalhadores, nas ruas do Rio nesta quarta feira, é bem claro: nós e povo pobre não pagaremos pela crise criada pelos poderosos.

Em defesa do SUS público universal de qualidade e pela revogação da EC 95 que congelou os gastos na área social por 20 anos. A luta em defesa do SUS é uma luta em defesa da vida das operárias, dos operários, das trabalhadoras, dos trabalhadores e do povo pobre desse país. Fora Ricardo Barros! Fora Temer!

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