Dia Internacional de luta da Mulher Trabalhadora

Mantendo a tradição de mais de 100 anos, as trabalhadoras, representadas em mais de 20 entidades, marcharam pelas ruas do Rio de Janeiro.
A coluna da CSP-Conlutas se destacava com a faixa exigindo o fim da Intervenção Militar, que só serve para aumentar a violência contra as mulheres negras, seus filhos, pais e maridos.

Nem a chuva persistente impediu que as operárias e demais trabalhadoras tingisse de vermelho às ruas da capital fluminense.
Ainda no final da madrugada as mulheres do Movimento Sem Terra, como parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, ocuparam o parque gráfico do jornal “O Globo”.
Quase mil mulheres participaram da ação contra esse veículo de imprensa que representa o monopólio do jornalismo no país.
Este foi um dia de greve internacional contra a violência à mulher. As primeiras noticias dão conta da poderosa greve feminista na Espanha e em vários outros países. Centenas de sul-coreanas fizeram uma passeata e se reuniram na praça de Gwanghwamun, em Seul, aos gritos de “Me Too” (“Eu também”, em inglês) em referência à campanha que começou em Hollywood para denunciar abusos sexuais.
Na França, o jornal “Libération” subiu em 50 centavos de euros o preço para leitores homens nesta quinta com o objetivo de denunciar a diferença salarial em iniciativa proposta por causa do Dia da Mulher. A torre Eiffel, em Paris, recebeu uma iluminação especial com a mensagem “MaintenantOnAgit” (Agora agimos).
Mais uma vez fica claro que para enfrentar a intervenção militar, a redução de direitos trazidos pela lei que congela os gastos sociais por 20 ano, a lei que precariza as relações de trabalho através da terceirização, a lei que ataca os poucos direitos consagrados na CLT e a tentativa da votação da reforma da previdência é necessário organizar a greve geral.
As jornadas de luta internacional do dia 08 de março de 2017 serviram para mobilizar e organizar a greve geral de 28 de abril. Agora é preciso superar a cúpula das centrais e organizar pelos locais de trabalho, de moradia e de estudo uma nova greve geral que crie as condições para a construção de uma alternativa de nossa classe para os problemas e sofrimentos que vivemos nos dias de hoje.
Basta de violência contra as mulheres!
Pelo fim da intervenção militar no Rio de Janeiro!
Preparar e organizar pela base a greve geral!
Fora Temer! Fora Pezão! Fora Crivella e todos os demais prefeitos!

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