1º Encontro da Classe Trabalhadora das Américas vota moção de solidariedade ao povo da Somália

O 1º Encontro da Classe Trabalhadora das Américas ocorreu no Centro de São Paulo, nos dias 16 e 17 de outubro de 2017. Iniciou seu segundo dia nesta terça-feira (17) com o painel “Trump e a América Latina”. Após este painel aprovou uma carta plataforma para garantir a unidade de ação das entidades dos diversos países presentes. Também aprovou, por aclamação, várias moções. Uma delas reproduzimos aqui pela brutalidade e violência dos imperialismos contra o povo mais pobre do continente africano.

Todo apoio ao povo somali

Mais de 300 pessoas morreram após a explosão de dois caminhões-bomba, no sábado (14), em uma área movimentada de Mogadício, capital da Somália.

Os ataques, separados por um intervalo de algumas horas, deixaram também ao menos 300 feridos e destruíram dezenas de prédios e veículos.

O primeiro, mais mortífero, aconteceu nos arredores de um conhecido hotel da cidade, em um perímetro com vários ministérios e embaixadas. O prédio da representação diplomática do Qatar foi severamente atingido.

A Somália é um dos países mais miseráveis da África. Cenas como as de crianças esquálidas morrendo de fome tornaram o país tristemente famoso. No entanto, a responsabilidade dessa situação recai sobre as principais potências imperialistas que têm um vasto histórico de ingerência sobre a região. No século XIX, o território somali foi dividido por França, Grã-Bretanha e Itália. Embora tenha conquistado uma pseudo independência nos anos 1960, o país sempre foi usado como um joguete dos interesses do imperialismo e da burocracia soviética ao longo do século XX.

As explosões ocorreram dois dias depois de o chefe do comando militar estadunidense para a África se reunir com o presidente do país, Mohamed Abdullahi Farmaajo, e após os nebulosos pedidos de demissão do ministro da Defesa e do comandante do Exército somalis.

Ainda no início deste ano o governo de Donald Trump e Farmaajo anunciaram novas ofensivas militares contra o povo. Estes ataques são uma resposta a essa nova ofensiva. Este episódio mostra que mais uma vez o país sempre é usado para atender interesses dos imperialismos que incentivam e financiam a existência de bandos clânicos.

Nós, participantes do 1º Encuentro de la Clase Trabajadora de las Americas, nos solidarizamos com o povo somali e repudiamos os ataques que ocorrem contra a população. Nem os ataques imperialistas ou dos clãs resolverão os problemas dos trabalhadores daquele país.

É necessário que os operários, os camponeses e o povo se organizem e tomem em suas mãos o seu destino. É necessário enfrentar e colocar para fora da Somália as tropas estrangeiras do Estados Unidos, do Quênia e da União Africana. A luta e a mobilização podem construir um governo que faça uma reforma agrária para que se plante alimentos. Podem estatizar e tornar coletiva a propriedade das empresas estrangeiras de telecomunicações. Podem desapropriar e planificar a economia impondo também um controle sobre o comércio exterior. Pois só uma sociedade socialista colocará um fim as centenas de mortes e garantirá um futuro para os trabalhadores e o povo somali.

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