Trabalhadores fluminense dizem não ao PL 4330 e as MPs 664 e 665

Ao final do dia as ruas do centro do Rio foram pintadas de vermelho por uma grande manifestação de trabalhadores e estudantes. Cerca de duas mil pessoas partiram em uma caminhada saindo da Candelária, seguindo pela Avenida Rio Branco. Esse grupo era formado por trabalhadores dos sindicatos e movimentos ligados à CSP-Conlutas, como o ANDES/SN-RJ, SINASEFE, SINTURRJ, SINDISPREV-RJ e Comerciários de Nova Iguaçu, além do Movimento Mulheres em Luta e da ANEL. Além deles, diversos outros movimentos estavam presentes, como o Juntos, a Unidade Classista, Unidos para Lutar, assim como vários sindicatos e entidades independentes. Da mesma forma, partidos políticos da oposição de esquerda estavam lá, como o PSTU, PCB e PSOL.

Ao chegar à Cinelândia, se encontraram com o grupo que foi organizado pela CUT e CTB, do qual faziam parte trabalhadores petroleiros, bancários, ecetistas, metalúrgicos, assim como estudantes ligados à UNE. Daí a manifestação seguiu ocupando a Av. Rio Branco até o Ato final, em frente a FIRJAN. Participaram das atividades, em seus três momentos, mais de cinco mil trabalhadores e estudantes.

Em todo o país mais de 130 mil trabalhadores, em 23 estados, participaram de algum tipo de manifestação contra o PL 4330 e as MPs 664 e 665. Esta foi a primeira vitória da luta que se inicia contra o ajuste fiscal pretendido pelo governo Dilma para atender aos interesses do patrões e banqueiros.

No Rio houve manifestação em várias cidades

15abril2015ivEm Seropédica, cidade a 70 km do Rio, na Usina Termo Elétrica Barbosa Lima Sobrinho (UTE-BLS/BF) os petroleiros realizaram paralisação de 24horas. Esses trabalhadores iniciaram a paralisação na terça-feira (14). Esta paralisação coincidiu com a dos trabalhadores das escolas estaduais que interromperam suas atividades profissionais nas escolas públicas de várias cidades, incluindo a Capital.

Também cruzaram os braços os profissionais de educação de todas as unidades do Colégio Pedro II e do Instituto Nacional de Educação de Surdos, o INES, assim como os técnicos administrativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. O mesmo ocorreu na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ, com adesão de trabalhadores (professores e técnicos) e alunos.

15abril2015iiNo sul fluminense, na cidade de Angra dos Reis, os servidores municipais, em greve desde 1º de abril, interromperam o trânsito na rodovia Rio/Santos, a BR 101. Também foi interrompido de 7 às 9 horas o trânsito na Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, pelos petroleiros da refinaria (REDUC) e os operários demitidos do COMPERJ, que moram naquela região do estado. Ali as vias foram fechadas por pneus incendiados por mais de uma hora.

Funcionários dos Correios começaram uma paralisação às 5 horas, no Centro de Tratamento de Encomendas, em Benfica, Zona Norte da capital. O local concentra a maior parte de distribuição das entregas e postagens do estado do Rio. Cerca de um milhão de entregas e cartas deixaram de chegar ao destino final por causa do dia nacional de paralisação.

Ainda houve panfletagens em Volta Redonda, na principal entrada da CSN, em Macaé, nos estaleiros de Niterói e no calçadão, no centro de Nova Iguaçu, promovido pelos comerciários filiados ao SINDICONIR, sindicato dos trabalhadores comerciários.

Na Ilha do Governador, na capital do estado, houve atraso na troca de turno por causa da panfletagem no Terminal Aquaviário da Baia de Guanabara (TABG).

Rumo a greve geral

15abril2015viiAgora o desafio é manter a unidade para a construção da greve geral. Única forma de derrotar o ajuste fiscal do governo Dilma e os planos dos patrões. Como afirmou o camarada Paulo Barela, membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas: “Mesmo sem um balanço mais profundo sobre o que foi esse 15 de abril, podemos afirmar seguramente que foi uma fortíssima paralisação. Novamente, os trabalhadores na rua vem dizer que não são responsáveis por esta crise e não vão pagar a conta que tentam jogar nas costas da população. Importantes categorias fizeram greves, atos, paralisações e panfletagens. Trata-se de uma demonstração importante para o governo Dilma Rousseff, para o Congresso reacionário e para a elite deste país de que os trabalhadores não se reúnem apenas em dia de festa. Eles vão pra luta!”


Fotos: Rodrigo Barrenechea

 

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