Plenária de entidades e movimentos sociais exige das centrais a manutenção da data da greve geral

A primeira noite de inverno, neste 21 de junho, no Rio de Janeiro, foi aquecida pelo esquenta da Plenária em Defesa da Greve Geral no dia 30 de junho.

Com a presença de mais de cem ativistas e dirigentes de dezenas de entidades foi realizada a plenária convocada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro, o SEPE-RJ.

A mesa que dirigiu os trabalhos foi composta por duas trabalhadoras da educação e da Coordenação Geral do SEPE-RJ. Fizeram parte desta mesa também a CSP-Conlutas, o ANDES/SN, o SINDIPETRO-RJ, o SINTUFF, o Movimento SOS Emprego e a Corrente Sindical Unidade Classista.

Houve mais de duas dezenas de intervenções dos presentes e como resultado e deliberação se reafirmaram a necessidade da construção de uma poderosa greve geral no dia 30 de junho. Houve o entendimento da necessidade das trabalhadoras e dos trabalhadores de uma ampla unidade de todas as entidades e movimentos da classe para construir uma greve geral superior a que realizamos no dia 28 de abril.

O conjunto de ativistas e dirigentes das entidades e movimentos presentes também entende que este momento é privilegiado diante da fragilidade do governo. Michel Temer já não conta com o apoio do povo e agora tem dificuldades de manter uma coesão em sua base parlamentar. Fruto das mobilizações da classe trabalhadora Temer acaba de sofrer mais uma derrota com a rejeição do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB), da Reforma Trabalhista, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), do Senado.

Também ficou claro que o conjunto de ativistas, entidades e movimentos não concordam com os que acham que essa reforma pode ser melhorada através de negociações, Medida Provisória e eventuais vetos, como vem defendendo senadores governistas, o relator do projeto e, agora, algumas centrais sindicais.

Como resultado e deliberação em consenso desta discussão a Plenária resolveu formar uma Comissão de Entidades para buscar a unidade de todas as centrais. Também elegeu uma comissão para elaborar um Manifesto que expresse a vontade da Plenária para ser entregue na Reunião das Centrais em nosso estado e na reunião nacional.

Neste Manifesto a Plenária exige a manutenção e empenho na preparação da greve geral de 30 de junho. Reafirma ainda que as trabalhadoras e os trabalhadores não podem dar um passo atrás, sob-risco de comprometer ou perder seus direitos e ainda salvar esse governo eleito pela Odebrecht, JBS, Camargo Correa, OAS e um grande etc.

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Por fim esta Plenária, por consenso, convoca nova reunião para a terça feira, 27 de junho, às 18 horas. O indicativo do local da nova Plenária será na UERJ, onde segue a greve dos técnicos administrativos ou no auditório do SINDIPETRO-RJ.

Ainda como encaminhamento a Plenária orienta a reorganização ou a construção dos Comitês de Luta contra a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, a revogação da Lei das Terceirizações e as privatizações (Petrobrás, CEDAE e a reestatização e revisão de todas as privatizações). Também se soma a reivindicação de Fora Temer o Fora Pezão (Diante do ajuste fiscal e reforma da previdência no Estado do Rio de Janeiro).

Veja no Sítio Eletrônico do SEPE-RJ a ata da Plenária

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