Petroleiros votam Chapa 2, derrotam a FUP e a CUT

Durante a madrugada fria e chuvosa do dia 29 de abril ocorreu à apuração e contagem dos votos do pleito que elegeu a nova direção do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro.

Foram quatro dias em que as urnas coletaram um mil trezentos e trinta e um (1.331) votos dos petroleiros e petroleiras. O sindicato conta com um quadro de quatro mil, seiscentos e quinze (4.615) sócios. Destes quatro mil, quatrocentos e quatro (4.444) estavam aptos a votar. O pleito ocorreu nos dias 25, 26, 27 e 28 de abril.

Para buscar os votos foram utilizadas 128 urnas. Algumas destas urnas eram fixas e outras circulavam para facilitar a votação.

Na disputa estavam dois programas opostos pelo vértice. A Chapa 1 propunha a continuidade de um projeto que sempre defendeu o mínimo de mobilização e uma busca de negociações com um mínimo de enfrentamentos. Este programa foi testado na realidade e trouxe uma desorganização dos trabalhadores. Esta desorganização permitiu o avanço da privatização, da terceirização e a entrega de reservas minerais para empresas multinacionais. Também  esta direção adotou uma política de apoio a gestão dos governos do PT ignorando que Lula e Dilma aprofundaram a política neoliberal de FHC. Estes governo seguiram entregando as riquezas de gás, óleo, xisto, etc. e arrochando os salários dos operários.

A maioria dos petroleiros que votaram optou por um programa que aposta na mobilização e na luta como ferramenta de manutenção e ampliação de direitos. Seu voto trás a esperança de uma melhor organização por local de trabalho. Esperam que esta nova forma de organização facilite a luta por melhores condições de salários e trabalho. Além disso, pretendem fortalecer um sindicato que tenha independência diante dos patrões, dos governos e autonomia política diante dos partidos.

Este entendimento faz com que esta vitória eleitoral seja uma vitória de toda a classe. Os operários e trabalhadores procuram novas formas de organização que transformem os sindicatos em ferramentas de luta. Buscam um sindicalismo independente dos patrões, seus governos e seus partidos políticos. Um sindicalismo mais presente nos locais de trabalho e que ajude a organização para enfrentar as lutas que se dão aí.

A CSP-Conlutas saúda aos petroleiros do Estado do Rio de Janeiro e convoca a todas as entidades e movimentos para acompanhar esta nova direção que surgiu no interior dos locais de trabalho da Petrobrás. Assim como a maioria dos operários acreditamos que a nova direção eleita aplique o seu projeto ajudando, desta forma, na busca de soluções de um sindicalismo que atenda aos interesses dos operários, dos trabalhadores e do povo.

Viva o SINDIPETRO-RJ. Viva os petroleiros. Por uma Petrobrás 100% estatal e a serviço da maioria do povo brasileiro.