Pela imediata suspensão de qualquer medida disciplinar contra o dirigente de bombeiros do Rio

MESAC É PRESO POR REIVINDICAR ATENDIMENTO MÉDICO ADEQUADO NO HCAP

Às 08 horas desta segunda feira, 27 de março, o presidente da Associação de Bombeiros Militares do Rio de Janeiro (ABMERJ), o Sub Tenente Mesac Eflaín S. Espíndola será preso por 10 dias. Seu crime, segundo decisão do Processo Administrativo Disciplinar do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, foi ter feito a denuncia de atendimento inadequado no Hospital Central Aristarcho Pessoa, o HCAP, que é o hospital do Corpo de Bombeiros Militar, localizado no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio.

A denuncia foi realizada em uma entrevista no Programa “Bom Dia Rio”, um noticiário do sistema Globo de noticiais.

Um governo odiado pelas massas trabalhadoras. Um governo corrupto e afundado em escândalos até o pescoço. Um governo que faz parte da quadrilha de Sérgio Cabral, ainda se acha com moral para impor censura a dirigente sindical que fala a verdade a população fluminense.

Cabral e sua quadrilha, que inclui Luis Fernando Pezão e Jorge Picciani, desmontou todo o serviço público do Estado do Rio. Não há uma escola, universidade, hospital, delegacia ou presídio que esteja funcionando normalmente. Por isso as denuncias de Mesac são a expressão da dura realidade que vivem os bombeiros militares que dependem dos serviços médicos do HCAP.

No embasamento da decisão do processo administrativo disciplinar são utilizados argumentos que remontam aos anos sombrios da ditadura militar de 1964. É negado o direito de representação a Mesac, mesmo reconhecendo que este preside uma Associação de servidores militares. O texto nega o direito à sindicalização e de representação profissional ou sindical aos milhares de bombeiros, pelo simples fato de serem militares. Esta condição rebaixa estes profissionais de salvamentos e resgates a situação de trabalhadores de segunda classe, com menos direitos que seus colegas civis.

Diante do quadro de calamidade que Pezão e o PMDB trouxeram ao serviço público estadual a CSP-Conlutas do Rio de Janeiro exige a revogação imediata da medida disciplinar imposta pelo Comando do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Expressamos nossa total solidariedade a ABMERJ e a todos os servidores militares do Corpo de Bombeiros. Exigimos ampliação de direitos destes trabalhadores com a possibilidade de sindicalização e o reconhecimento por parte das autoridades públicas de seus representantes sindicais e profissionais. Exigimos o respeito constitucional ao direito de livre expressão aos soldados, cabos, sargentos e sub oficiais e, principalmente, aos que detém mandato representativo político e sindical. Em pleno século XXI é insustentável o cerceamento a mais ampla democracia.

Pelo fim das perseguições políticas. Defender e lutar por direitos não é crime!

Vamos parar o Rio. Greve geral, já de todo o funcionalismo civil e militar!

Fora Pezão! Fora Picciani! Fora Temer!