Ato contra o aumento das passagens de ônibus reúne centenas no Rio

06jan2015passagensMais de 500 ativistas fizeram, na noite desta segunda-feira (05 de janeiro), um ato contra o aumento das passagens de ônibus no Centro do Rio. O protesto, convocado pelo Movimento Passe Livre (MPL) do Rio, contou com a presença de vários militantes da juventude trabalhadora. Por volta das 18h, os ativistas se reuniram no Largo de São Francisco, próximo ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS).

Apesar da chuva às 19h30, a manifestação seguiu para a Avenida Presidente Vargas e em seguida pela Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia.

O ato foi organizado com todas as dificuldades possíveis e ainda teve que enfrentar o mal tempo. Mesmo assim foi uma resposta organizada do movimento no primeiro dia útil após o aumento das tarifas. O reajuste nas passagens de ônibus, que passaram de R$ 3 para R$ 3,40, começou a partir de sábado. Também como resposta a indignação dos demais trabalhadores o Ministério Público instaurou inquérito e conseguiu liminar na justiça que suspende o reajuste sob pena de multa diária. O aumento, segundo o órgão, foi considerado inconstitucional.

A prefeitura e o governo do estado divulgaram o aumento de 13,34% nas passagens no final do ano apostando na dificuldade de mobilizar os trabalhadores e a população neste período. E fizeram concessões parciais através do passe estudantil, fruto das mobilizações que ocorrem desde junho de 2013, mas também com a intenção de dividir e dificultar qualquer reação. O fato é que mesmo antes da posse de Pezão tanto o governador como o prefeito pretendiam cumprir com os compromissos com os empresários que financiaram as campanhas do PMDB no Rio de Janeiro.

Somos contra o reajuste nas tarifas dos ônibus, trens, metrô ou barcas

Foto de Sandro Vox / Agência O Dia

Foto de Sandro Vox / Agência O Dia

Os reajustes nas tarifas dos transportes coletivos não servem para melhoria ou aprimoramento deste serviço. Muito pelo contrário. Quanto mais cara a passagem pior fica o transporte coletivo dos trabalhadores. Prova disso é que no primeiro dia útil do reajuste dos ônibus houve um brutal acidente nos trens da SuperVia. Enquanto ocorria o ato no centro da cidade maravilhosa dois trens se chocaram de frente na estação ferroviária Presidente Juscelino, em Mesquita. O acidente causou ferimentos graves em mais de 70 trabalhadores.

O oligopólio que tem o controle acionário desta concessionária foi o principal beneficiário do reajuste das tarifas dos ônibus. Toda a frota de ônibus e as concessões de trens, metrô e barcas é controlada por este oligopólio. Fica claro que o tal reajuste que já elevou em muito a tarifa dos trens urbanos não visa maiores benefícios para os usuários dos transportes coletivos, para os trabalhadores ou para o povo carioca. A medida atende à demanda imposta pela ganância de um punhado de empresários que controlam estes serviços na cidade e estado do Rio de Janeiro.

A CSP-Conlutas defende a redução da tarifa rumo à tarifa zero para todos, a estatização do transporte sob controle dos trabalhadores, mais investimentos em metrô, trens, barcas, ônibus e que o transporte seja uma das prioridades. Este investimento terá que ser feito com o dinheiro dos grandes empresários que são os que mais se beneficiam com o transporte dos trabalhadores para suas empresas, e para consumir seus produtos.

A lógica do transporte tem que ser o que diz a Constituição, um direito. Não pode ser que o transporte continue na lógica de ser mais uma mercadoria prejudicando milhões de pessoas na cidade.

Leia também: Aumento das passagens e ataques a direitos exigem unidade das lutas

  • Pelo Fim das roletas!

  • Em defesa do emprego dos crobradores!

  • Por melhores salários e estabilidade para todos os trabalhadores do serviço de transporte coletivo!

  • Estatização de todo o transporte coletivo sob controle dos trabalhadores!

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