15 de março: Dia Nacional de Paralisações e Lutas contra a reforma da Previdência de Michel Temer e Fernando Pezão

Após vitorioso 08 de março agora é hora de parar o Brasil

A CSP-Conlutas aderiu ao chamado pela Greve Internacional de Mulheres e esteve nas ruas em grandes marchas, nas fábricas paralisadas, nos mais diversos locais de trabalho, moradia e estudo.
Esse oito de março foi um marco para o conjunto da classe trabalhadora e na luta das mulheres. Com atos em diversos estados do Brasil e em mais de 55 países, as mulheres saíram às ruas para dizer basta aos ataques dos governos, à austeridade e à violência de gênero.
Desde as primeiras horas desse dia de março ocorreram greves, paralisações, assembleias, plenárias, debates, reuniões, atos, manifestações e grandes marchas. O dia Internacional das Mulheres sacudiu o mundo e o Brasil. Além das reivindicações específicas contra as opressões as mulheres reivindicaram manutenção e ampliação dos direitos. Foram atos também contra a opressão e exploração das grandes corporações multinacionais, os bancos, as empresas e os governos que pretendem colocar nas costas da classe o pagamento pela sua crise de superprodução.

Temer privatiza para garantir o lucro dos financiadores de campanha

Há pouco mais de um mês foi aprovada no Senado a reforma do Ensino Médio. Dias depois a nova lei foi sancionada por Michel Temer. Diante disso, a Greve Nacional da Educação marcada para esse 15 de março, enfrenta além da retirada de direitos trabalhistas, também as reformas que desmontam o ensino público.
A reforma do Ensino Médio e da Previdência não são reformas para melhorar e ampliar direitos dos trabalhadores e do povo. São medidas que buscam atender dois objetivos: aumentar o superávit primário para colocar mais dinheiro nos bolsos dos banqueiros e dos especuladores que mamam nas tetas das dívidas interna e externa e; ampliar o mercado na busca de captação de capital estrangeiro através da privatização e mercantilização de direitos sociais. Este governo não tem apoio popular e nem moral para desmontar a saúde, a educação e a previdência. Nem o governo e muito menos o congresso eleito contra o povo pela Odebrecht, a Andrade Gutierrez e demais empresas e bancos.
Na busca pela captação de capital multinacional o governo de Temer pretende ainda acabar com as leis trabalhistas de proteção contra a super exploração promovida pelos patrões. Este governo tenta enganar quando fala em redução de desemprego. Haverá redução de salários, deterioração das condições de trabalho e redução de direitos. A meta de o governo Temer é impor um modelo econômico e tributário que não é apenas concentrador de renda nas mãos da burguesia, mas também que onera ainda mais a classe trabalhadora e isenta as grandes fortunas e as empresas do país. Este conjunto de novas leis e reformas é a deflagração de guerra contra o conjunto da classe trabalhadora no Brasil.

O novo modelo de exploração de Temer é seguido por Pezão

Não bastasse o sofrimento de milhões com o desemprego, com a alta dos preços e tarifas o povo do Rio de Janeiro ainda tem que aguentar com a falta de creches, escolas, hospitais e serviços básicos de segurança, de abastecimento de luz, de água e saneamento. Tudo colocado na conta de uma suposta crise que na verdade é fruto do desmonte da administração pública fluminense. A quadrilha de Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e Jorge Picciani saquearam os cofres públicos, isentaram de impostos seus amigos, seus parentes, seus sócios e desviaram recursos públicos para garantir seu próprio enriquecimento.
Agora, para sanear a crise que criaram, pretendem privatizar mais. Para isso fecham escolas, desmontam hospitais e unidades de atendimento médico. Querem vender a CEDAE, a UERJ e a via expressa chamada de Linha Vermelha.
No caixa do governo há dinheiro sobrando para manter as mordomias, os privilégios da tecnocracia e dos políticos do PMDB e dos partidos aliados. Tem recursos para pagar os juros e serviços da dívida do estado. Tem verbas para ser distribuida aos deputados em votações na ALERJ de matérias de interesse o poder executivo. Só não há para o pagamento dos salários de servidores civis e militares, da ativa e muito menos dos aposentados e pensionistas. Também não recebem os servidores de segunda classe. Os chamados terceirizados.
Para cumprir os pagamentos dos salários, Pezão acena com mais uma chantagem. Diz que além de manter o arrocho salarial, ainda pretende confiscar uma parte dos vencimentos dos servidores através do aumento do desconto da previdência. Hoje o servidor paga para se aposentar o valor de 11% de seus proventos. A quadrilha do PMDB e seus sócios pretendem dobrar este valor percentual no maior confisco de salários desde o tempo em que o Brasil ainda era uma colônia de Portugal.

Fora Pezão e Picciani. Por uma greve geral no Rio e no país.

Ao mesmo tempo em que Pezão pretende aumentar o desconto para a previdência o presidente Temer pretende acabar com a possibilidade de aposentadoria. Por isso não há o que esperar. Cada uma servidora, cada um servidor, civil ou militar, tem que preparar uma resposta unificada junto com os demais trabalhadores e o povo do Rio.
É necessário realizar assembleias por local de trabalho, de moradia e de estudo. É necessário formar comitês unitários contra a reforma da previdência e fazer uma ampla mobilização. As trabalhadoras, os trabalhadores tem que pressionar seus sindicatos e associações para convocar assembleia de organização da luta.
É necessário que todas as centrais sindicais convoquem uma paralisação neste dia 15 de março: Dia Nacional de Paralisações e Lutas contra a reforma da Previdência de Michel Temer e Fernando Pezão.
Uma das principais bandeiras deste dia é denunciar as reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo governo Temer e dizermos em alto e bom som que não aceitaremos esses ataques aos direitos dos trabalhadores e do povo.
A campanha contra a Reforma da Previdência já teve início e será ampla. A CSP-Conlutas produziu materiais diversos para divulgação do tema e formação. São artes gráficas, como cartaz, adesivos, cartilha e vídeo. Além dessas peças e plataformas, farão parte da campanha reuniões, assembleias, debates, atos e seminários, como o que ocorreu, na última reunião da Coordenação Nacional de Entidades, a direção política da central.
No dia 15 de março todas e todos às ruas. Vamos parar o país. Este dia será mais um passo rumo a construção de uma greve geral. Única forma de derrotar o ajuste fiscal, a reforma da previdência, a reforma trabalhista do PMDB de Temer, de Pezão, de Picciani e deste congresso corrupto. A greve geral pode construir a possibilidade de um governo dos e para os trabalhadores e o povo.