Sindical

Com Lava Jato, os patrões continuam garantido os seus lucros

Por Américo Gomes*

 

Agora foi a vez da Braskem fechar um acordo de leniência, no valor de 3,1 bilhões de reais com Lava Jato.

A Braskem é o braço da Odebrecht no setor petroquímico, uma das maiores empresas do mundo, construídas com as benesses recebidas do Estado desde a época da ditadura, e com privilégios fornecidos por sua sociedade com a Petrobras.

Esta semana, a exemplo de sua matriz, assinou um acordo de leniência com os procuradores da Operação Lava Jato. Comprometendo-se a pagar este valor a título de multa e indenizações, em 7 anos. Sendo R$ 1,6 bilhão agora e o restante de R$ 1,5 bilhão em seis parcelas anuais a partir de janeiro de 2018. Este montante esta incluído nos 6,7 bilhões que a Odebrecht vai pagar em 20 anos. E que será repartido entre o Brasil, a Suíça e os Estados Unidos, sendo que este ultimo vai levar o seu já, enquanto o povo brasileiro vai esperar anos para receber tudo. O acordo com os EUA é essencial para o grupo manter seus negócios naquele país.

Mais uma “mamata” para os empresários que levaram o país a ruína, corromperam deputados e juízes, e causaram milhares de desempregados, que hoje vivem em condições miseráveis.

Para se ter uma ideia a Braskem, maior podutora de resinas das Américas, registrou lucro líquido só em 2015 de cerca de R$ 1,482 bilhão (mais de seis vezes o ganho de R$ 230 milhões um ano antes (um aumento de 545%). Quer dizer, empresa, empresários e políticos vão continuar na bandalheira e na corrupção. E ainda vão ganhar de bônus a retirada de qualquer entrave à contratação de empréstimos junto a instituições financeiras.

A Braskem é acusada de ter pagado propina a políticos e executivos da Petrobras em acerto de preços para a compra da nafta, a principal matéria-prima da indústria petroquímica. O acordo de leniência é a delação premiada das pessoas jurídicas.

Em compensação, o grupo empresarial garante o direito de continuar sendo contratado pelo Estado, com os mesmos políticos que já corromperam e que foram corrompidos.

O Poder Judiciário e o Ministério Público Federal, que fazem muito jogo de cena, mas no final não pretendem prejudicar os ricos e poderosos, deverão homologar a leniência.

Para aumentar ainda mais o lucro dos empresários à direção da Petrobras colocou à venda a sua participação societária na Braskem, dentro do plano de desinvestimento da empresa feito pelo governo Dilma e em franca implementação pelo governo Temer.

Quer dizer o capital internacional e os acionistas da Odebrechet/Braskem vão poder abocanhar mais uma parte da empresa a um preço irrisório, como a Ultragaz esta fazendo com a Liquigás.

Isto só demonstra que a Lava Jato não procura pegar todos os culpados envolvidos em seus escândalos. Para isso seria necessário a PRISÃO DE TODOS OS CORRUPTOS E CORRUPTORES, e, alem disso, a EXPROPRIAÇÃO DE TODOS OS BENS DAS EMPRESAS E DOS POLÍTICOS ENVOLVIDOS EM CORRUPÇÃO.

Com estes bens, sob controle dos trabalhadores, poderemos construir uma grande empresa estatal, que garanta emprego e salário digno para todos os operários que foram desempregados, como fruto desta crise, causada por estes escândalos, com a retomada das obras de construção dos polos petroquímicos e petroleiros de nosso país.

(*) Américo Gomes, da Comissão de presos e perseguidos políticos da ex-Convergencia Socialista

[2] Jornal Valo Econômico

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